terça-feira, 17 de janeiro de 2012

[Retrospectiva da Graduação] Capítulo 6: 2008.2 (04/08/2008 – 03/12/2008)



Músicas:
1. Chão - Skank;
2. Reelin' in the Years - Steely Dan;
3. Green River - Creedence Clearwater Revival;
4. Busindre Reel - Sabah Ali;
5. Crockett's Theme - Jan Hammer.


§1. Disciplinas do primeiro período em matemática

Ao contrário de antes, quando eu estava solicitando cadeiras do bacharelado em matemática pelo curso de ciência da computação, em 2008.2 eu passei a ter prioridade na matrícula das disciplinas que eu queria cursar. Então eu não precisava mais ficar pagando só duas ou três cadeiras por período. E eu realmente queria dar uma acelerada na minha vida acadêmica, para poder me formar o mais rápido possível.

Logo nos primeiros dias de aula, pedi dispensa de Cálculo 1, Geometria Analítica, Geometria Gráfica e Física 2. A dispensa daquelas duas primeiras me possibilitou me matricular em Cálculo 2 e Álgebra Linear 1. Além dessas duas, eu deveria pagar Física Geral 1 e Programação 1 com o pessoal que tinha entrado comigo em matemática. Até aí, o total é de 4 cadeiras. Achei pouco. Fiquei pensando em inserir algumas cadeiras eletivas (opcionais) na minha grade de horário, para ganhar carga horária. A primeira ideia que tive foi pagar Química 1. Falei com Gabriel (que tinha vindo da física, então já tinha alguma experiência na Área II), ele disse:
– Pague Química 2, é tranquilo.
– E Química 1 não é pré-requisito de Química 2 não? – eu falei
– Não, Química 2 só precisa de Cálculo 1.
– Mas acho que Química 1 é mais leve.
– Pague as duas.
Aí eu pensei: É, 6 cadeiras... vejo gente por aí pagando 7, 8... além do mais, eu já tenho uma boa noção de Física 1, Álgebra Linear 1 e Cálculo 2... a quantidade tá boa, dá pra levar. E assim ficou minha matrícula:

  • Cálculo Diferencial e Integral 2
  • Física Geral 1 (por não ter sido aprovado por média em 2007.1)
  • Álgebra Linear 1 (por não ter sido aprovado por média em 2007.2)
  • Programação 1.
  • Química Geral 1;
  • Química Geral 2;

Ainda no período de modificação de matrícula (04-26/08/2008), fiz matrícula vínculo em ciência da computação, só por fazer. Assim, passei a ter duplo vínculo. Se eu quisesse, poderia retomar o curso antigo, mas a cada semestre, eu só podia estar ativo em apenas um curso. A escolha era um tanto óbvia.


§2. Meu reencontro com programação

Há anos, quando eu ainda estava no primeiro período de ciência da computação, eu tinha olhado o perfil curricular do bacharelado em matemática e tinha visto lá a disciplina Programação 1, me avisando que mesmo se eu mudasse para a matemática, eu não ficaria totalmente separado da computação. Em 2008.2, chegou a hora de encarar novamente a delicada tarefa de se comunicar com máquinas.

A linguagem de programação que usaríamos, Pascal, era muito diferente de Java (a que eu tinha visto no CIn), mas alguns comandos eram praticamente os mesmos, e o melhor: Pascal não é orientada a objetos; isso faz dela uma linguagem bem mais simples (porém, bem menos útil). Mesmo assim, no início do período, eu tinha muito medo de ficar perdido, como havia ficado em IP.

Em certo momento eu tive que largar o livro, sair de perto do computador e pensar, fazendo rabiscos com lápis e papel, como se eu estivesse estudando matemática. Tentei desenvolver um algoritmo para ordenar, do menor para o maior, uma lista de inteiros dada como entrada pelo usuário; uma tarefa simples, mas que me tomou horas, talvez uma tarde inteira. E assim, eu fui pegando o jeito. Como os exercícios do livro eram trabalhosos e não muito interessantes, eu continuei inventando outros, relacionados a matemática.


§3. Sono polifásico

Decorridas duas semanas desde o início das aulas, eu ainda não estava me sentindo seguro quanto à quantidade de tempo que eu dedicava ao estudo. E eu não queria nem pensar em ir para a final, queria passar por média em todas as seis cadeiras. Então todo cuidado era pouco. O problema era: como arrumar tempo? Eu tinha ouvido falar que Leonardo Da Vinci dormia pequenas porções ao longo do dia, totalizando 4h de sono num período de 24h. Fui pesquisar isso na internet e encontrei uma lista de pessoas que tinham adotado esse padrão de sono, conhecido como sono polifásico. Pesquisei um pouco mais e encontrei orientações de como adotar o sono polifásico.

Figura 1: Foto tirada em 20/08/2008, enquanto eu caminhava em direção ao CCEN, provavelmente pensando como arranjar tempo para estudar.

Em 21/08/2008, me inscrevi no site sleepwarrior para receber um e-book com dicas sobre sono, especialmente sobre padrões não-convencionais, como algumas modalidades de polifásico, entre outros.


Figura 2: Alguns padrões de sono.


Fiquei interessado pelo everyman polyphasic sleep. O nome sugere que todo homem terá condições de adota-lo. Em condições normais, eu não teria coragem de entrar numa dessa, mas meu horário de sono já estava tão bagunçado que pensei: Não vai mudar muita coisa, então posso tentar, a título de experiência. Registrei os primeiros dias dessa experiência num diário. Com a palavra, minha pessoa do passado:


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Everyman Polyphasic Sleep Journal


26/08/08: É uma e pouca da manhã. Faz algumas horas que decidi adotar o horário everyman de sono polifásico, por isso ainda estou acordado. Há alguns dias, eu me habituei a deitar meio tarde (em relação ao horário em que eu estava acostumado antigamente): onze horas, meia-noite, etc. Mas hoje eu quero me manter acordado até as 3h30min da manhã. Vou dormir de 3h30min às 6h30min e dar três cochilos de 20 minutos cada, nos seguintes horários: 12h30min-12h50min, 17h30min-17h50min e 22h30min-22h50min. O plano é manter essa rotina por alguns meses (ou anos), o que, se der certo, vai me poupar um bom tempo, que eu preciso para estudar. Vou ter duas provas daqui a nove dias, uma daqui a doze dias e mais duas daqui a treze dias; espero estar acostumado daqui pra lá. O meu medo é de esse negócio não dar certo, eu me atrapalhar todinho, não conseguir estudar direito e acabar me ferrando das provas. Vamos ver no que isso vai dar.

27/08/08: Não estou tão cansado quanto pensei que ficaria. O sono aparece mais ou menos na hora de dar o cochilo e, apesar de eu não conseguir dormir quase nada naqueles vinte minutos, quando eu saio da cama eu estou me sentindo melhor, com menos sono do que antes. No terceiro cochilo (22h30min-22h50min) eu acho que eu nem consegui pegar no sono. Eu parecia não estar relaxado o suficiente pra adormecer em um intervalo de tempo tão curto. Pode ter sido conseqüência eu ter feito exercícios físicos às seis e pouca da tarde. Os cachorros da vizinha também me atrapalharam, latindo. A sonolência que eu sinto, na maior parte do tempo, não é forte o bastante pra impedir que eu estude – ainda bem. Mas algumas vezes eu me sinto encabulado, principalmente quando está chegando a hora de dar um cochilo (até parece que meu corpo já “descobriu” o horário que eu estou pretendendo seguir). A hora em que me deu mais sono foi de 1h e pouca da manhã até às 3h30min, provavelmente por eu não ter conseguido cochilar às 22h30min.

28/08/08: Hoje pela manhã eu quase que não saía da cama. O sono que eu senti foi bem mais intenso do que o que eu havia sentido ontem, quando me levantei da cama, de manhã. Pelo jeito, o negócio está começando a ficar difícil agora. 

29/08/08: Agora o negócio tá muito difícil. Tenho sono fora de hora e quando deito, demoro pra adormecer. Sem falar que às vezes tem alguém fazendo barulho, cachorro latindo, pedreiro trabalhando, etc. As horas mais difíceis são depois do terceiro cochilo (às 10h e meia) e quando acordo (às 6h e meia).

31/08/08: Ontem eu não aproveitei direito alguns cochilos, então sobrou sono pra hoje. Não foi difícil adormecer nos dois primeiros cochilos. Eu não sei se eu podia ter feito isso, mas eu passei mais que 30min cochilando nas duas vezes em que deitei durante o dia (meio dia e fim da tarde); e eu não fui muito pontual, no terceiro cochilo. Tive medo que acontecesse como ontem e eu ficasse na cama sem conseguir dormir. Ainda sinto muito os efeitos da privação de sono. À tarde, na aula de Cálculo 2, eu estava quase dormindo.

01/09/08: Passei da hora de acordar, de manhã. O despertador estava desativado, por acidente. Terminei acordando dez e pouca da manhã. Achei ruim por um lado e bom por outro, pois estava com muito sono. Nesse dia eu fiquei quase certo que desistiria de adotar o sono polifásico, pelo menos até as próximas provas. Então não cochilei meio-dia, mas às 5h da tarde, senti sono e decidi deitar. Como dormi normalmente por meia hora, achei que meu corpo já tinha se acostumado a dormir nos horários em que eu tinha programado. Isso é bom! Passei a reconsiderar a possibilidade de continuar tentando me acostumar ao polifásico e foi isso o que eu fiz.

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Figura 3: Foto tirada em 27/08/2008, no meu quarto, em Recife, enquanto eu estudava de madrugada tentando me habituar ao sono polifásico.


Passei mais uns quatro dias tentando permanecer nessa rotina, mas depois desisti. Eu simplesmente acordava horas mais tarde do programado, sem entender porque não tinha escutado o despertador tocar. Será que eu me esqueci de programar o despertador? Será que ele tocou, eu acordei, desativei o despertador, voltei a dormir e depois não me lembrei disso? Será que eu desliguei o despertador sem sequer acordar? Não sei. Só sei que eu saí da rotina e não quis tentar novamente porque as provas na universidade começariam dentro de poucos dias.


Figura 4: Foto tirada em 13/09/2008. A essa altura, eu já tinha desistido do polifásico.


§4. Primeira prova de Física 1

Em 05/09/2008, saí de casa para fazer a primeira prova de Física 1 no semestre, que seria também a primeira prova como aluno do curso de matemática. Pouco antes das 10h, estava eu chegando à Área 2 e Edgar vindo na direção oposta.
– E a prova, como foi? – Ele pergunta
– Hã?! Prova?! Não era de 10h?
– Acabei de fazer a minha, olha aqui [Mostrou a prova dele.]

A prova havia sido da 8h às 10h. Eu achava que iria começar às 10h porque as aulas de Física 1 eram das 10h às 12h. Minha esperança era a coordenação da Área 2 aceitar meu pedido de chamada na Área 2. Se isso não acontecesse, eu ficaria com zero na nota da primeira unidade, o que me impediria de passar por média.


§5. Experiências com Pascal

Um dos exercícios de programação que eu inventei foi confirmar a existência de contra-exemplos para o teorema enunciado na figura abaixo.

Figura 5
Fiz um programa que recebia como entrada os pontos A₁, A₂, A₃, A₄ e dizia se o quadrilátero formado por eles satisfaz a condição S =  S₁ + S₂ + S₃ + S₄. No primeiro caso que eu testei, essa condição não foi verificada. No segundo caso, também não. E continuou não sendo verificada várias vezes. Mas depois eu percebi que eu deveria levar em conta, mas não estava considerando, a ordem em que eu entrava com os pontos (Fig. 6).


Figura 6: A ordem dos pontos é importante.

Corrigido esse erro, todos os quadriláteros que eu testei satisfizeram a condição  S =  S₁ + S₂ + S₃ + S₄. Então o teorema provavelmente é válido, e o contra-exemplo que eu achava que tinha encontrado meses atrás provavelmente não existe.

Ao longo do semestre eu tentei (e, muitas vezes, consegui) desenvolver programas para resolver outros problemas matemáticos, incluindo:
  • Dizer se um dado número inteiro é ou não um número perfeito (última modificação em 14/09/2008);
  • Integrar uma função polinomial num intervalo fechado [a,b] usando a regra de Simpson (última modificação em 15/09/2008);
  • Avaliar a quantidade divisores de cada número inteiro entre os inteiros a e b, informados pelo usuário: (última modificação em 15/09/2008). 
  • Resolver um sistema linear não-homogêneo por escalonamento da matriz aumentada, que tinha no máximo 100 linhas e 101 colunas: (última modificação em 16/09/2008);
  • Calcular o ponto do plano onde dois raios luminosos se cruzam após serem refletidos por uma parábola (última modificação em 08/10/2008);
  • Imprimir uma parábola usando caracteres no lugar de pontos: (última modificação em 10/10/2008).
  • Calcular o valor esperado do prêmio de um jogador do programa Topa ou não Topa, em tempo real, durante a transmissão (última modificação em 05/12/2008).


§6. Reflexão na parábola

Nota matemática #6 - Reflexão na Parábola


§7. Químicas

Química 1 era tranquilo; para tirar boas notas, bastava ler o livro e fazer alguns exercícios, sem estresse. Mas Química 2... caso você não tenha uma boa dose de interesse, disposição e conhecimentos prévios para lidar com mecânica quântica, é melhor pensar duas vezes antes de se matricular nessa cadeira. Se Gabriel tivesse me dado esse conselho, eu provavelmente não teria me matriculado nela (Química 2 também era eletiva).

Nas primeiras provas, tirei 10 em Química 1 e 8,5 em Química 2. Na segunda unidade, relaxei um pouco com Q1 e o assunto de Q2 ficou bem mais difícil. Do dia 13 ao dia 14 de outubro, pela primeira vez, passei uma madrugada toda ou quase toda estudando (química). Em 14/10/2008, fiz as segundas provas de Q1 e Q2; tirei 3,0 nas duas. Isso me deixou numa situação bem complicada: nas próximas provas, precisaria tirar 8,0 em Q1 e 9,5 em Q2 para passar por média. As provas da terceira unidade de ambas as disciplinas seriam dia 25/11/2008. Só comecei a estudar sério mesmo cerca de uma semana antes. Dormia pouco, tomava café (não tenho esse hábito), passava o dia sentado, estudando, às vezes no meu quarto, às vezes na universidade, quando enjoava de ficar num lugar, ia para outro.

Figura 7: Eu, na biblioteca, em 21/11/2008

No fim de semana que antecedeu o dia das provas, saí para estudar no laguinho da UFPE. Levei o mp5 do meu irmão para ouvir músicas e tirar fotos.

Figura 8: Pista de Cooper da UFPE.
Figura 9: Ainda na pista de Cooper.
Figura 10: Arredores do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA).
Figura 11: CCSA.
Figura 12: Indo para o laguinho da UFPE.
Figura 13: Riacho do Cavouco, mais conhecido como laguinho da UFPE.
Figura 14: Arredores do laguinho.
Figura 15: Laguinho por outro ângulo.
Figura 16: Ainda no laguinho.
Figura 17: Eu preocupado com as provas...
Figura 18: ... estudando química ...
Figura 19: ... como um bicho do mato.

Apesar da paisagem tranquilizadora, esses dias foram tensos. Não só esses, na laguinho, como todos daquela semana, antes das provas de química.

No dia das provas, cheguei cedinho à Área 2. A prova de Química 1 seria das 8h às 10h. Enquanto o portão não abria, eu estava revisando, com o livro na mão. Percebi que não tinha estudado suficiente determinado assunto (era alguma coisa com equilíbrios químicos), aí comecei a tentar entende-lo e memoriza-lo de última hora. Minutos depois, quando recebi a prova, olhei as questões, eram quatro, cada uma valendo 2,5 pontos: três eu sabia responder; a outra, era sobre o assunto que eu tinha acabado de estudar. Como eu precisava tirar 8,0, eu tinha que acertar quase todas as questões e, no mínimo, deixar uma pela metade. Fiz as três que eu sabia e comecei a pensar sobre a outra. Não estava conseguindo lembrar todos os detalhes de como responde-la. Pensei, pensei, pensei com calma, até que aos poucos, fui lembrando do que tinha lido no livro e entendendo o que era para fazer na questão. Eu lembro que nessa questão, a professora queria que escrevêssemos a resposta indicando a unidade de medida, mas eu estava preocupado com a coerência algébrica, pois era difícil trabalhar com as unidades de medida desde o início das contas, até o fim (até comentei isso com a professora). Então fiz os cálculos só com números e no final coloquei algo do tipo: "Resposta: Determinada grandeza vale X, em tais unidades de medida."

A prova de Química 2 começaria às 14h. Àquela hora, eu já estava exausto, acabado de sono. Olhei a primeira questão e pensei: isso eu sei fazer. Fui olhando as outras e fui fazendo, explicando tudo bem direitinho. Depois de ter feito todas, parei para revisar. Olhei aquela primeira questão novamente. Ela pedia para explicar determinado fenômeno de acordo com uma teoria X (digamos, teoria do campo cristalino), mas eu tinha explicado por outra teoria (digamos, teoria do campo ligante). Eu lembrava que o professor com quem tínhamos tido aula naquela terceira unidade (que não era o mesmo com quem tínhamos começado a ter as aulas de Q2) tinha dito que a teoria X não seria cobrada na prova, por isso eu não tinha lido sobre ela. Mas fato era que tinha caído uma questão envolvendo a bendita teoria X. Acabava aí minha esperança de passar por média em Química 2. Apaguei tudo que tinha feito na primeira questão; depois, fiz apenas uns esboços de diagramas de energia quase aleatórios, só para não dizer que deixei a questão em branco.

Pronto: mais uma vez, eu havia fracassado. Iria para a final de Química 2, e podia ir até para a de Química 1, também. Ainda faltava sair a nota de Cálculo 2, mas eu tinha tirado 9,0 nas duas primeiras provas e tinha me dado bem na terceira (faltava a nota sair). Em 27/11/2008, deitei à tarde para dar um cochilo. Quando me acordei, liguei o computador e fui ver se a nota de Cálculo 2 já tinha saído. No siga, quando você vai ver as notas, aparece a princípio só os nomes das disciplinas que você está cursando, assim:

Figura 20: As notas estão escondidas.

Aí para ver as notas de uma cadeira, você clica no "+" ao lado do nome dela e o site expande a tabela, mostrando as notas. Frequentemente, sem perceber, eu saio clicando em todos os "+", de cima a baixo, mesmo que eu só queira saber uma nota de uma disciplina, apenas. Não sei se foi isso o que eu comecei a fazer naquele dia; só sei que, sem perceber, eu me deparei com isto:

Figura 21: Resultado de Química 2.
Pensei: "Ah, não. Essas são as notas de Química 2. Eu quero ver as Cálculo 2. Vejamos... Cálculo 2... Pera aí, pera aí... Aprovado por média em Química 2?!". Após me certificar que eu não estava sonhando, senti um peso de 1ton sendo tirado de cima de mim. Que alívio! Aprovado por média em Química 2! Uma das explicações mais plausíveis para isso ter acontecido é que a questão que eu não fiz, na terceira prova, teria sido descartada pelo fato de terem avisado que não iria cair aquele assunto. Mas, assim... existem outras hipóteses (por exemplo, o professor pode ter ficado satisfeito com os meus diagramas quase aleatórios de energia).


§8. Ainda invicto

Em 28/11/2008, fiz a segunda chamada de Física 1. Foi tranquila.


Figura 22: Foto da Área 2, tirada no dia da segunda chamada de Física 1. O bloco das salas de aula fica atrás do fotógrafo, não dá para ver.

Àquela altura, eu já tinha sido aprovado por média em Álgebra Linear 1 e em Programação 1. Enfim, depois de ter passado quase três anos na universidade (incluindo um ano no CIn), eu podia dizer que sabia programar (ainda que numa linguagem meio inútil). Enquanto esperava saírem as notas de Física 1, Cálculo 2 e Química 1, fiquei organizando meus arquivos no computador, jogando sinuca pela internet e fazendo mais experiências com Pascal (Fig. 23).

Figura 23: Gráfico que fiz com Pascal, após ter estudado uma parte do livro adotado em Programação 1 que não foi cobrada nas provas.

A nota de Química 1 saiu provavelmente naquele fim de semana, talvez no domingo, dia 30. Tirei 10. Também fui aprovado por média em Cálculo 2 e Física 1. Minha média no primeiro período em matemática foi 7,985 e, meses depois, aumentou para 8,05, por causa das disciplinas da terceira fase, que entraram no histórico. Tudo certo! Missão cumprida, podia ir para Cupira descansar.



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2 comentários:

  1. Esse último gráfico em Pascal ai, tu mandou ele ligar os pontos da espiral logarítmica até o circulo partindo da derivada da espiral, ou a espiral é um subproduto de alguma outra regra de geração das linhas?

    Rapaz Química 1 e Química 2 no mesmo período eh bronca! Química 2 foi uma das cadeiras q eu tive mais dificuldade pra passar no curso todo, incluindo o profissional...

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  2. Os únicos objetos que eu usei para fazer o gráfico da Figura 23 foram segmentos de reta e uma circunferência. O primeiro segmento de reta foi traçado horizontalmente do centro do círculo até a circunferência. O segundo foi traçado de um ponto "levemente à direita" do centro do círculo, com uma pequena declividade, até a circunferência. E o processo continuou recursivamente. Depois, ajustei os parâmetros para que a parte mais fina da região hachurada terminasse exatamente no primeiro ponto da circunferência que foi ligado por segmentos de retas até o centro.

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